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Um minuto de alma

Um minuto de alma

18
Jul18

Sei de cor

CB

Aqueles passos trocados na solidão do silêncio procurado no cair da noite, no fim do dia.

Sei daquela paz que a cidade transmite quando todos dormem e eu me sento com a chávena de chá ainda a esfumaçar.

Porque há conversas que se devem ter connosco mesmo, de fora para dentro. Sei de cor a lágrima caída que alivia o cansaço de uma alma que se esconde no corpo aparentemente forte que transmite firmeza.

Sei de cor a ânsia pela hora banho que me leva ao passado, ao presente e ao supor do futuro. Sei da angústia da lágrima que se esconde atrás do nó da garganta. Porque a alma é feita de sentimentos e é ela a gestora de tudo o que impulsiona o coração.

São momentos de solidão intimistas mas precisos e preciosos para que a alma sustente o corpo. O corpo todos conseguem ver mas a alma é mostrada apenas a quem é revelada.

Há dias que me sinto como folha de papel amachucado. Não por fora, por dentro. E ás vezes nem tem nada de concreto a incomodar, é o cansaço acumulado. É o aplaudir de pé a coragem de alguém perante um mundo azedo e revoltante. Tem dias assim. Felizes por si só e outros que temos que os trabalhar para valer a pena.

Eu conheço... eu conheço todas as fraquezas, os limites e as fragilidades.

Sei de cor o sintoma de uma noite em claro e os olhos inchados pela manhã. É o mundo, é a vida, são as histórias e aquele sorriso.

Tudo isto eu sei de cor.

 

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